Faz só 20 anos! 8 tecnologias jovenzinhas que mudaram sua vida

Se você nasceu nos anos 2000 e resolve hoje tudo pelo celular, sorte sua. Nem sempre a vida foi tão fácil, com celulares, aplicativos e plataformas de streaming. No pique de celebrar os 20 anos da Dell no Brasil, relembramos tecnologias que, na época em que chegamos ao país, estavam saindo do ovo

Foto: Dell Technologies

1. Google

Foto: Google / Reprodução

Nos anos 1980, havia um jeito muito simples de saber absolutamente tudo sobre qualquer assunto: ler uma dúzia de volumes da Enciclopédia Barsa. Salva-vidas dos trabalhos escolares, as enciclopédias eram tudo o que tínhamos para pesquisar (e de lá podíamos copiar mapas em papel vegetal, para os trabalhos de Geografia). 

Quem não tinha a Barsa em casa podia ir à biblioteca mais próxima, onde havia outras enciclopédias, como a Britannica, a Delta-Larousse, a Conhecer… Daí que, em 1998 – ano em que a Dell chegou ao Brasil –, surgiu o Google (na imagem acima, o primeiro visual do buscador). 

A internet ainda dava seus primeiros passos, sem provar plenamente seu valor, mas uma dupla de visionários do Vale do Silício já tinha sacado: em algum momento, quase todos os dados pessoais, quase toda a produção cultural e científica, quase todo o conhecimento e quase todo o comércio – quase todo o mundo! – estaria na rede. 

Era preciso dar um jeito para que qualquer pessoa encontrasse facilmente o que estava procurando. Com todo o conteúdo indexado por palavras-chave, a grande matriz se habilitou a exibir os resultados de pesquisa por ordem de relevância. Desde os oráculos da mitologia grega, nenhuma outra fonte conseguiu dar tantas respostas em único lugar, e de forma instantânea. Hoje, ser buscado no Google e não ser encontrado é praticamente sinônimo de não existir. Não por acaso, o serviço processa mais de cinco bilhões de solicitações de pesquisa todos os dias. 

Nunca tinha ouvido falar na Barsa? Olha como ela era chique!

Foto: Creative Commons

2. Pen drive

Foto: Pxhere / Creative Commons

Daí que com a chegada dos PCs nas casas e escritórios e de uma internet ainda lenta, passamos a ter um “problema”: transportar arquivos grandes de um computador para o outro. Não por outra razão, foi criado, em meados dos anos 2000, o pen drive. 

Apelidado com esse nome por seu formato diminuto (pen = caneta), o dispositivo é mais conhecido no exterior por USB Flash Drive e chegou para substituir outras mídias “compactas”, pero no mucho, como disquetes (lembra deles?) e CDs. 

Pequeno e discreto, o pen drive se tornou a salvação para quem precisava armazenar arquivos mais pesados em um dispositivo que podia ficar até no chaveiro da mochila. O acessório marcou a estreia também do maravilhoso mundo da “entrada USB” e nos adestrou a ejetar virtualmente o drivezinho para só então poder removê-lo do computador ”com segurança”. 

Rapidamente, após alguns anos de glória, o pen drive ficou velho. Hoje, uma década e meia depois, podemos guardar mais de um Tera de memória em HDs externos (que não são tão pequenos como o pen drive, mas têm capacidade imensamente maior) ou simplesmente salvar tudo no ciberespaço, o ambiente virtual apelidado de “nuvem”. por que transportar fisicamente um arquivo digital se ele pode ser acessado de quase qualquer lugar, inclusive do celular?

3. Bluetooth

Foto: Andrei Bocan / Reprodução

Ancestral mais próximo do bluetooth, o controle remoto por infravermelho é possivelmente o Australopithecus da comunicação sem fio de curta distância. Embora essas tecnologias coexistam hoje, o controle remoto clássico comanda receptores localizados a poucos metros, como aparelhos de TV, de ar-condicionado, portões elétricos… 

Imagine uma versão atlética da radiação infravermelha: mais rápida, mais potente e de maior alcance, mas sem consumir mais energia por isso. Esse é o bluetooth, uma especificação de rede sem fio de âmbito pessoal desenvolvido a partir de 1998 por um consórcio de grandes empresas de tecnologia. Bem na época em que a Dell chegou ao Brasil: vinte anos atrás!

Antes reconhecido pela luzinha azul que se acendia em alguns gadgets sempre que ligávamos seu sinal, o bluetooth (dente azul, em inglês) tem esse nome em homenagem ao rei viking Harald “Bluetooth” Gormsson, que uniu Dinamarca e Noruega no século 10 e exibia um dente frontal azulado. 

A capacidade do monarca de realizar negociações pacíficas pareceu apropriada para batizar um novo parâmetro de telecomunicações, segundo uma empresa sueca do consórcio. A tecnologia, nascida às vésperas da virada do milênio, em plena revolução digital, caiu como uma luva para conectar a geração de aparelhos que estava por vir. 

Com o bluetooth, os celulares, particularmente, se tornaram ao mesmo tempo mídia e controle remoto de dispositivos que amplificam suas possibilidades, como smartwatches, fones de ouvido sem fio, caixas de som e sistemas de viva-voz no rádio dos carros (uma de suas primeiras aplicações). 

Hoje, como todo mundo sabe, já é possível dar uma festa totalmente wireless usando um celular conectado por bluetooth a uma série de speakers de bateria recarregável. O bluetooth também está nos controles sem fio dos videogames mais recentes, nos PDAs (palmtops) dos garçons que tiram pedidos nas mesas, no comando enviado diretamente da câmera fotográfica digital para a impressora e em inúmeras tarefas de curta distância envolvendo todo tipo de aparelho habilitado, como a troca e sincronização de arquivos entre dois notebooks. 

4. MP3

Foto: Wikimedia Commons / Reprodução

Há 20 anos, havia duas formas de ouvir música: comprar o CD ou esperar tocar na rádio. Andar com um discman, como era chamado o tocador de CDs portátil, significava também carregar grandes e pesadíssimos estojos com os disquinhos preferidos. 

Mas eis que a mídia de armazenamento de áudio de outrora feita de disco de goma-laca (!), depois de vinil, fita magnética e, por fim, disc laser, ganhou um formato virtual para chamar de seu: o MP3. Finalmente, a música se transformava em bits, em arquivo digital. Imediatamente vieram as plataformas de compartilhamento de música, como o Napster, e de downloads – legais e ilegais –, como o LimeWire, o eMule e o Kazaa. 

Faltava poder transportar – e ouvir – as músicas onde bem entendêssemos, na bike, na esteira, no metrô ou deitado no sofá. Até que surgiu o MP3-player, um aparelhinho do tamanho de um pen drive perfeito para armazenar uma boa quantidade de músicas e reproduzi-las no fone do ouvido com apenas uma pilha. Que revolução! 

Criado na Coreia do Sul em 1998, logo o aparelho dispensou a tal da pilha (graças à bateria recarregável), consagrou modelos de tocadores pelo mundo afora e se incorporou ao lifestyle contemporâneo. Como tantas outras tecnologias absorvidas pelo celular, logo o MP3 estaria no fone de ouvido (com fio e sem fio) dos smartphones, aposentando boa parte dos MP3-players de uso dedicado.

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5. Câmera Digital

Foto: Jeff Sheldon / Unsplash

Essa tecnologia não é exatamente nova. A capacidade de capturar fotos digitalmente foi desenvolvida nos Estados Unidos em meio à Guerra Fria, mas só ganhou as lojas para o consumo popular no fim dos anos 1990. Antes disso, fotografar era uma prática cara, trabalhosa e de resultados imprevisíveis, sobretudo para os fotógrafos de fim de semana. Era preciso comprar filme e, até que viessem embutidos nas máquinas, até flashes descartáveis. 

Como um cubo de gelo, esses flashes ficavam acoplados na parte de cima da máquina e, conforme eram acionados, espocavam uma luz forte, queimando aquela face do dispositivo. Após usar os quatro lados (com apenas quatro fotos), o flash ia para o lixo. Como ficavam as fotos? Bem… Olhos vermelhos? Check! Pessoas de olhos fechados? Check! Com a boca aberta? Check! Check! Check! Como não dava para ver o resultado na hora (exceto nas Polaroids), era sempre uma surpresa. E como cada foto custava um fotograma do filme (de no máximo 36 poses) e uma revelação no papel, o uso da fotografia era bem contido. 

Nada de selfie. Nada de foto experimental. Nada de fotos no dia a dia. Fotografia era um recurso para momentos muito especiais, como casamentos, aniversários e viagens importantes. E, mesmo assim, com parcimônia. Excedendo essa frequência, a fotografia ganhava o status de hobby. Mais eis que as imagens passaram a ser digitalizadas para o mundo dos pixels e maquininhas high tech foram criadas com telas de LCD e memória de armazenamento, dispensando filmes e revelações. 

Compactas, práticas e econômicas, elas dispensavam até pilhas, graças à bateria recarregável, faziam vídeos, um enorme plus, e logo se multiplicaram em uma infinidade de marcas e modelos. Ironicamente, o supercompetitivo mercado de celulares absorveu toda essa tecnologia, incorporando a ela a sofisticação dos filtros, os disparos contínuos, a câmera lenta e um sem-número de recursos, tudo em alta resolução. Isso praticamente matou o mercado de câmeras digitais de uso “doméstico”, restringindo-o ao segmento profissional, mas consolidou de vez a fotografia digital. Faz só 20 anos!

6. Touchscreen

Foto: Timothy Muza / Unsplash

Celulares, caixas eletrônicos, tablets, computadores. Tudo sem botões físicos, apenas uma tela! Essa é uma tecnologia que foi parar em quase todos os gadgets. Ela se tornou tão comum que talvez você nem lembre de quando foi implementada no dia a dia. Apesar de ter sido desenvolvido no longínquo ano de 1965 por um cientista britânico, até os anos 1990 o touchscreen era quase somente usado para o controle do tráfego aéreo. 

Seu contato com o grande público ocorreu apenas nos anos 2000, inicialmente nos terminais de autoatendimento de bancos e tótens públicos de informação, depois nos aparelhos eletrônicos de uso doméstico. 

Em suas primeiras versões, o recurso permitia o toque simples, como apertar um botão. Depois, expandiu-se para outros movimentos: rolar, arrastar, ampliar… Tocar diretamente na tela transformou nossos dedos em um mouse orgânico, uma combinação entre o mundo físico e o universo cibernético. 

7. Aplicativos

Foto: Rami Al Zayat / Unsplash

Você consegue imaginar um dia sem acessar algum aplicativo no seu celular? Quase impossível, né?! Dependemos deles para usar o banco, pegar táxis, trocar e-mails, ver o trânsito, conferir as redes sociais… E, pasme: tudo isso é muito novo. 

As primeiras lojas de apps para celulares começaram a surgir somente por volta de 2010! Em menos de uma década, mudamos a maneira como organizamos nosso dia a dia. Igualmente incrível é a forma como os aplicativos se integram para facilitar a nossa vida. Pelo gmail, por exemplo, mandamos, recebemos e aceitamos “invites” (convites), que, automaticamente, vão parar no aplicativo Calendário e poderão ser configurados para emitir alarmes de compromisso. 

Está ouvindo uma música no rádio, no bar ou em uma festa e quer adicioná-la à playlist? Basta apertar o microfone do Google, depois o botão para identificar a música e, em seguida, o botão do Spotify que vai aparecer e a playlist em que quer incluí-la. Em quatro cliques, sem digitar sequer uma palavra da letra da música, o som desejado estará salvo no seu perfil. 

Que tal, mesmo sem internet, navegar pelo norte de Portugal com o mapa do Google Maps no modo GPS? Até serviços como hotéis, restaurantes e hospitais estarão indicados. Basta selecionar a abrangência da área de interesse, fazer o download quando estiver conectado à internet e pronto: não precisa nem de sinal para o mapa indicar o caminho, corrigir, se você errar, e acompanhá-lo por todo o trajeto em tempo real. Isso só em falar sobre facilidades do Google. Das conversas pelo Whatsapp aos serviços de streaming, do cartão virtual de estacionamento ao pagamento da conta no supermercados, apenas encostando o celular, os aplicativos viraram os grandes atalhos do mundo contemporâneo.

8. Plataforma de streaming

Foto: Nalau Nobel / Unsplash

Álbuns recém-lançados, novos episódios da sua série favorita, filmes que acabaram de sair dos cinemas… Hoje, podemos consumir tudo isso a hora que quisermos, quantas vezes quisermos, em casa, no trabalho, no café ou em qualquer lugar com conexão à internet. Sob demanda (ou “on demand’, como dizem os gringos), as plataformas de “streaming” – esse é o nome da mágica – mudaram a maneira como consumimos entretenimento. 

Nunca mais acumular CDs e DVDs nos armários nem passar um segundo sequer com vontade de ouvir aquela música e, para isso, ter de esperá-la tocar na rádio ou ir a uma loja comprar o disco todo. Ou, ainda, ter que se contentar em assistir a um único episódio do seu seriado favorito a cada semana, além de ficar refém do horário em que ele vai passar (bom, para resolver isso tinha o videocassete — que velhoooo!). 

Embora não seja bem uma plataforma de streaming, mas de compartilhamento de vídeos, o Youtube, criado em 2005, foi o primeiro grande acervo aberto que nos deu o gostinho de assistir videoclipes à exaustão, rever gols de campeonatos até gastar a tela, com narrações até em russo, entre infinitos conteúdos e canais criados exatamente para esse formato — nasciam, com eles, os youtubers. 

Mas o formato de entretenimento com grandes produções que foi consagrado pelos “binge-watchers” (os maratonistas de séries) começou a ser gestado em 1997, ano do nascimento da Netflix ainda como um e-commerce de locação de DVDs. Dez anos depois, em 2007, a plataforma estreava o seu streaming nos Estados Unidos. 

Em 2011, chegava ao Brasil. Com muito poder de investimento, o serviço se consolidou comprando séries aclamadas como The Office, Breaking Bad e Friends, e produzindo ela própria sucessos como House of Cards, Stranger Things e Black Mirror. O mesmo fenômeno foi visto no mercado de música on demand. Em 2008 — ou seja, há apenas 11 anos —, o surgimento do app sueco Spotify revolucionou de vez o mercado fonográfico ao reunir em um único serviço quase qualquer música, banda, artista e orquestra minimamente relevante do planeta. Lançada no Brasil em 2014, a plataforma se consolidou instantaneamente.

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