Como será a tecnologia em 2030?

Há quem diga que DADOS são o novo petróleo. No Dell Technologies Forum, realizado em São Paulo como parte da celebração dos 20 anos da marca no Brasil, as previsões foram além: dados são a nova água. Para onde vai a tecnologia? Confira alguns dos insights…

Foto: Dell Technologies

Você consegue imaginar como será nossa relação com a tecnologia daqui a 10 anos? Esse mesmo exercício, feito quando a Dell Technologies chegou ao Brasil, duas décadas atrás, nos dava respostas bem futuristas e promissoras. Carros iram voar, robôs sairiam por aí fazendo tarefas… Passados 20 anos, essa visão do que seria o “amanhã” ainda não se concretizou, mas começamos a dar valor a algo extremamente importante para a revolução tecnológica, e que, talvez por ser imaterial, fugisse aos nossos olhos: os dados. 

Durante o Dell Technologies Forum São Paulo 2019, uma das questões centrais debatidas pelos especialistas foi a real transformação trazida pela utilização de dados e sua importância para a otimização dos negócios. Temas atualíssimos, como diversidade no ambiente corporativo, empoderamento feminino nas empresas e produção sustentável também estiveram na pauta dos principais debates.

Ao longo do dia 1º de outubro, a área de convenções do Transamérica Expo Center, na zona sul paulistana, recebeu painéis com líderes da empresa e 25 palestras que abordaram desde armazenamento de dados até a transformação da TI, passando pelo universo das inovações. Giampaolo Michelucci, vice-presidente e gerente-geral de Enterprise da Dell Technologies Brasil; Greg Bowen, vice-presidente sênior e chief technology officer da Dell Technologies; e Luís Gonçalves, presidente da Dell Technologies no Brasil, dividiram o palco com um convidado muito especial: Michael Dell, o fundador e CEO da empresa. 

“Um tsunami de dados está acontecendo bem na nossa frente”, Michael Dell 

Crédito: Arnaldo Bento Cine

Fundada em 1984, a Dell tem 35 anos  — deles, duas décadas de presença no Brasil. Seu criador, Michael Dell, marcou presença no evento comemorativo e pautado por tantos debates. Em sua fala, lembrou que vivemos em um momento no qual conseguimos coletar muitas informações, mas que precisamos saber trabalhá-las. “Está acontecendo um tsunami de dados bem na nossa frente e acredito que essa seja uma ferramenta poderosa de progresso humano”, afirmou. “Colocar a tecnologia na mão das pessoas não é suficiente. Temos de ter a oportunidade de fazer os dados trabalharem por elas”, completou. O fundador e CEO da corporação mostrou-se animado com o sucesso da Dell no Brasil e revelou que espera que a sua participação no mercado cresça ainda mais. 

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“Um terço da força de trabalho participa de ações de diversidade”

Crédito: Arnaldo Bento Cine

Você sabia que o setor de TI cresce nove vezes mais rápido que o PIB brasileiro? Essa foi uma das informações compartilhadas por Luís Gonçalves, presidente da Dell Technologies no Brasil, durante sua apresentação no fórum. O fato de a empresa conseguir crescer tão expressivamente na adversidade demonstra o quão impressionante é o desempenho da Dell. Líder em todos os segmentos em que atua, a empresa extrai o melhor de sua maior commodity — o produto — ao valorizar outro importante ativo: as pessoas. “A Dell é uma companhia com propósito, onde posso ser quem sou. Não é preciso vestir uma máscara e atuar por 8 horas. Nossos grupos de diversidade são um atrativo na retenção de talentos”, destaca o presidente da corporação no Brasil. “Um terço da nossa força de trabalho participa de ações de diversidade”, diz. 

LEAD e Pride: inclusão na prática

Duas dessas iniciativas são o LEAD, voltado para pessoas com necessidades especiais, e o Pride, para os funcionários LGBTQI+. “Esses resultados enchem nossos colaboradores de orgulho. Depois de 20 anos, não adianta só trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. O que me faz vir todos os dias para o trabalho com alegria é saber que tenho respeito e sou respeitado por aqueles que estão ao meu lado”, concluiu Luís.

Plástico retirado do oceano vira notebook

O cuidado com o meio ambiente é um dos pilares de Dell e também recebeu atenção no evento. Se você usa um computador ou teclado da marca, tem chances de estar manuseando um dispositivo feito com plástico reciclado, recolhido dos oceanos. “A Dell coleta mais de 100 milhões de quilos de dejetos plásticos jogados no mar. Esse processo é mais barato do que fazer o material a partir de insumos”, disse Alexandre Jose, chief architect da Dell em sua apresentação intitulada  “Impacto Social até 2030: como a tecnologia resolve os problemas mais urgentes da sociedade — hoje e além”. 

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Mulheres em tecnologia: liderar pelo exemplo

Um dos grandes momentos do dia foi o talk Women in Technology, que contou com convidadas em cargos de destaque em profissões consideradas altamente masculinas: Giovana Mueller, diretora sênior de TI da Dell Technologies; Ângela Castro, líder de Recursos Humanos da Deloitte Brasil; Silvia Cecília Giacomo, líder regional de Procurement para Américas e África do Sul da T-Systems; e Flavia Davoli, executiva de Tecnologia do Banco Santander. Mediadas pela jornalista Daniela Frabasile, da “Época Negócios”, elas discutiram o tema “Iniciando pelo topo: entendendo como a liderança afeta a cultura de uma organização”.

Com 14 anos de experiência na Dell e recém-transferida para Austin, nos Estados Unidos, Giovana acredita que o líder acaba sendo o exemplo de toda uma equipe. “O que se prega se dissemina para o time. Muitos líderes quando trazem diversidade, não trazem só de gênero, mas também de habilidades. Queremos pessoas com mentalidades diferentes. A inovação vem no mix de capacidades”, diz a diretora de TI. Flavia Davoli, que fez toda a sua carreira em instituições financeiras, também acredita que a cultura da diversidade é rica para qualquer corporação. “A gente precisa ser um exemplo muito grande em liderança e cultura. Estou inserida em um ambiente formado por mulheres, negros, gays… Liderar pelo exemplo é o melhor que podemos fazer. Não adianta ter um chefe se não me espelho nele nem quero seguir seus passos”, explica a executiva do Santander. 

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Diversidade no mercado de trabalho: por que isso é importante?

Segundo Ângela Castro, da Deloitte, a diversidade agrega valor ao negócio. “Quando você tem diversidade na estrutura, começa a ter contribuições diferentes. Um grupo fechado, que teve as mesmas experiências de vida e vivências parecidas, qual riqueza trará? Quando trazemos para a mesa opiniões distintas, podemos atingir resultados bem diferentes”, conta a especialista em RH e integrante do Programa Growth, grupo interno da Deloitte que busca equidade de gêneros ao gerar oportunidades de crescimento para homens e mulheres.

Por falar em igualdade, poucas áreas são tão essencialmente masculinas quanto a TI. Parece uma discussão de ovo e galinha: o mercado não contrata mulheres porque não tem profissionais capacitadas ou, por ser tão masculino, menos mulheres despertam o interesse pela carreira em tecnologia? De acordo com Silvia Giacomo, que sempre trabalhou no ramo, deve haver uma quebra de paradigma. “Desempenho um papel de tentar acelerar a liderança feminina nas empresas de TI. Precisamos desta força de diversidade. Precisamos de gêneros distintos para que a empresa faça diferente. Com ideias diferentes, atingimos objetivos mais altos”, explica. Na T-Systems de Silvia, hoje, 25% dos funcionários e 36% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Inclusive o de CEO.

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